terça-feira, 29 de março de 2016

A estrada até aqui


Olá pessoas que (ainda) visitam esse espaço. Como está a vida de vocês? Já passou mais de um ano desde a última postagem e aos que pensavam que algo de ruim tinha me ocorrido, eu verdadeiramente peço desculpas pela inenarrável ausência. MUITA coisa aconteceu, mas estou bem e com saúde.

Não sei nem por onde começar - ou mesmo se devo começar...

A vida segue com muitos altos e alguns baixos. Agora estou em uma relação mais "séria" (sim, me dei essa oportunidade) mas meu tesão por pintos uncuts nunca foi tão intenso quanto em outras fases da minha vida (!). E respondendo aos ansiosos: sim, ele é uncut, mas não exatamente do jeito que eu gosto D=.

Meu amigo - que rendeu alguns relatos em algumas postagens do "palavras do autor" - continua sendo meu amigo, e nossos territórios e papéis estão mais claros e definidos: sou o amigo gay que eternamente viverá um amor quase platônico (afinal, eu queria sim dar uma mamada naquela rola!) impossível por ele; que possivelmente viverá até quando Deus quiser se alimentando de fragmentos de gentileza e raras manifestações de valorização de sua amizade para comigo.

Já ele... Será o eterno boyzinho que teve experiências homossexuais no auge da adolescência, mas que serviram para que ele administrasse em sua vida não uma repulsa por gays & afins; mas sim que fosse indiferente ao que os outros curtem entre 4 paredes.

Bonitinho e extraordinário, meu amigo conseguiu, desde a última postagem, uma super aquisição de conhecimento (o moleque não só é inteligente, como dedicado e esforçado) que já fez ele conquistar um cargo que geralmente a maior parte das pessoas levam uns 2 anos, ou mais, para conseguir acumular as competências necessárias.

Fico todo orgulhoso disso, mas ele possui um lado meio "sociopata" que trata tudo com uma frieza e indiferença que me assusta. Atualmente, eu ando um tanto preocupado com assuntos relacionados a fidelidade dele com relação ao nosso lado profissional... Explico: combinamos que iríamos trabalhar juntos, se complementando.

Se há um ano atrás eu proporcionava oportunidades pra ele, hoje o jogo virou. Mas ele se mostra um tanto egoísta. Não em um sentido "ruim"... Mas enquanto eu lido com o compartilhamento de oportunidades de ganho, ele concentra tudo que pode só pra si.

Esse perfil "farinha pouca, meu pirão primeiro" dele é um aspecto de sua personalidade que mais incomoda. Mas o cara é tão complexo, que ele já teve a petulância de me falar que isso me obrigaria a ser menos acomodado e correr atrás para ficar "no mesmo nível" que ele. Estaria ele certo e querendo "meu bem"? Complexo... Confuso...

Por falar em confuso...


Meu "ex-melhor amigo" voltou! Atualmente um profissional bem estabelecido no nicho da Programação, esse cara sorrateiramente ficou acompanhando meu perfil em redes sociais profissionais e "descobriu" a existência do meu "novo melhor amigo".

Eis que um belo dia, ele entra em contato querendo marcar um encontro para conversarmos sobre negócios!

Sim, meus nobre leitores... Vivemos em tempos em que a ambição fala mais alto que qualquer outra coisa. TUDO que aconteceu entre a gente virou uma lembrança facilmente deletavel para o  cara. Tudo em prol da oportunidade que ele enxergou de se aproximar do meu amigo, "R2", e explorar o garoto pra ganhar um dinheiro. Parece até novela, mas é a vida real.

Resolvi encarar o encontro (depois de MUITO pensar, e até incentivado pelo "R2").

Nada.

É como se NADA tivesse ocorrido. Me dei conta que quanto mais lembrava do passado, mais ele se incomodava. Passei então a conduzir o papo mirando no futuro. Ele realmente deve pensar que sou um cara ingênuo. Sendo bem sincero com vocês, hoje o "R2" é uma espécie de "Anakin Skywalker". Um cara com potencial tanto para "o bem" (entenda: ser aquele profissional que todos adoram pois dá atenção e compartilha conhecimento) como para "o mal" (entenda: ser aquele profissional cheio de si, orgulhoso, arrogante mas que tem o respeito de todos que precisam dele - e são igualmente sujos e interesseiros).

Quem sou eu para ficar dando uma de "herói protetor" do caráter alheio? Ninguém! Mas acho que um amigo mais velho pode servir pra isso: promover alguma luz pra quem ainda está em um processo de formação do seu senso de ética e moral.

Papo chato né? Vamos falar de putaria então... Ou quase isso.

Meu boyfriend...

Ultra apaixonado, ele também tem uma "pequena grande" diferença de idade comigo. Não sei se já comentei, mas o "R2" tem uma década de diferença de idade comigo. Meus problemas com ele estão diretamente ligados com os objetivos de vida de cada um. Eu busco uma estabilidade profissional e financeira, enquanto ele ainda divaga sobre o que quer fazer da vida. É uma relação cômoda e familiar, mas confesso que o fogo na cama não acende.

Familiar porque a família dele me aceitou. O irmão dele me dá uns abraços e faz questão de que eu vá em seu casamento - pouco se preocupando se vão ficar cochichando quem é o "misterioso convidado que está na mesa da família do noivo :P.

E um dos motivos pelos quais o fogo não acende na cama, infelizmente, tem haver com assunto desse blog: o cara NÃO é tão uncut. Conclui que ele teve uma pequena circuncisão quando bebê, já que quando está com o pinto mole, exatamente a pontinha da cabeça fica exposta - de uma forma muito "milimetricamente perfeita" (rs). Quando durão (e como fica dura a rola dele!) nem parece que tem pele T_T

No começo do envolvimento com ele eu quis "me testar". Até que ponto a questão da pele no pau influencia meu interesse sexual por outro homem?

Conclui algumas coisas:

1. Sem ser o que eu chamo hoje de "Uncut Perfeito" (com pele mole e duro, dando pra arregaçar quando eu bem entender :P), não sinto tanto tesão pra me amarrar num cara.

2. Tenho uma tendência a preferir relações em que sou "desprezado" do que as que me colocam em tronos nas nuvens... Bizarro né?

3. Sim, eu sou ridículo e valorizo mais o detalhe em um pênis que o valor de uma pessoa. Mas me questiono se admitir isso é ser ridículo, ou ser honesto comigo.

4. Estou pronto pra encarar uma relação com outro homem, sem neura ou caretice alguma. Mas quero alguém que valorize e goste de trabalhar (meu boy é preguiçoooooso), não seja antissocial (tenho que forçar ele interagir com meus amigos mais próximos, que sabem quem é ele na minha vida); curta ser caseiro (amo ver filmes e séries na TV, além de programas de culinária na TLC :P) e tenha uma vocação pra ser mais "machinho"... Sério... meu boy é muito "mocinha" as vezes.

Quando eu estava solteiro e meus amigos com alguma relação vinham reclamar alguma coisa comigo, eu sempre ficava me perguntando: "se está tendo problemas, porque não termina logo?".

Hoje, eu entendo o motivo pelo qual as pessoas "não desistem" fácil de uma relação.

Relação é o produto da soma de diversas coisas que você decide compartilhar com alguém na vida. Existem muitas coisas boas em qualquer relação e as vezes, o peso dessas coisas é maior que o de outras - como sexo ruim, por exemplo. É claro que com o passar do tempo algumas coisas pode "aumentar" de peso na balança e ai, acredito eu, que quando a soma de coisas ruins for maior que a soma de coisas boas... Torna-se mais insustentável a vida a dois =/.

Se eu trairia meu boyfriend?

Por acaso hoje eu estive em uma reunião e uma pessoa a mesa levantou uma questão que meio que compartilho a opinião. Era uma mulher já na casa dos 40, bem resolvida profissionalmente, e que comentou que uma traição, uma pulada de cerca, não precisa ser responsável por comprometer toda uma relação. Em seu ponto de vista, se existiu algo do gênero, alguma lacuna da relação não está sendo preenchida e se torna até uma ação "saudável" pra própria relação.

...

Finalizando essa atualização, eu devo informar que tenho um moooooooooonte de postagens legais pra fazer. Vou ser menos "técnico" e só levar entretenimento mesmo pra conseguir dar contar do compromisso. Ainda existe o grupo do KIK, mas Facebook rodou =/.

E é isso. Vamos nos falando e punhetando, ok?

Até!